Ele e Ela

janeiro 13, 2015



Ela o observava. Ele não notava. Até que ela decidiu que só observar não era o suficiente e buscou uma maneira para que se conhecessem. Aí, ele se mostra receptivo. Ela se encanta um tanto mais. Então eles se tornam amigos. Mas ela quer mais. Menina faceira sabe agradar, sabe encantar, sabe até envolver o outro, conduzir os momentos. Ele, skatista, leva ela pra aprender o que ele chama de “a arte do skate”. Ela conteve os impulsos de falar demais, mais observou ele do que conversou com ele.De pertinho ele é ainda mais atraente, a barba é mais charmosa e o cheiro...nossa! O cheiro é único e ela tratou logo de registrar na memória. Guardou na gaveta onde está guardado os outros cheiros que a faz lembrar-se de boas coisas. O cheio do mato, do bolo de cenoura da avó, o perfume da professora querida... Ela agora tem certeza de que ele é lindo, mas que ele mesmo nem sabe disso. Ela agora busca entende-lo ouvindo as músicas que ele gosta e tem gostado também das músicas, porque ela não é dessas que mentem para agradar. Ela é moça séria, metida lá com a sinceridade, com a honestidade. Moça dada a franqueza, mas que esconde as fraquezas. Melhor assim. O moço é ocupado, estuda nas férias do trabalho para mestrado. Mas a moça é cheia de sutilezas e delicadezas, não atrapalha os estudos do moço, mas sugere séries japonesas em desenho animado. Ele diz que gostou. Eles conversam sobre séries, ela relembra com saudade do tempo em que assistia suas séries preferidas na TV. Eles passam a assistir uma série antiguinha e ambos se divertem. Ela compra um skate, ele continua ensinando “a arte do skate”. Ela tem variações de humor, ele é tolerante. E eu não sei como encerrar essa história, porque não existe um fim para eles.


 



Beijos, Joene.

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